Os momentos mais marcantes de 2014.

Olá Divas

Mais um ano que se foi.

Resolvi fazer uma retrospetiva sobre o que aconteceu de mais marcante em 2014.

  • Morreu Eusébio – O Elefante Branco foi quase à falência. Paz à sua Morte.
  • Ébola – Andei a fugir de gente vinda das Áfricas durante 2 meses. Até amigos angolanos, gente fina, fingi não conhecer na Avenida da Liberdade. Foi assim que me safei.
  • Os Mercados de Campo de Ourique e da Ribeira ficaram na Moda –  Não frequento, estão minados de betos. Já sabem que comigo, para esses ambientes decadentes, não contam.
  • Legionella – Deixei de tomar o meu banho de imersão com morangos e champanhe durante 2 dias. Depois, acabei por ignorar. Prioridades.
  • Meco – Ouvi dizer que o traje dificultou a saída do mar aos estudantes. Sempre disse que não há nada pior que aquela capa, aquele colete, aquela saia, aqueles sapatos… POR DEUS, digam NÃO ao traje e à tuna. Dá pena ver-vos assim vestidos. E depois, todos juntos e sempre contentinhos. É simplesmente deplorável.
  • Rikky Salgado leva BES à falência – Ele andava fora de si. Queria porque queria comprar a mansão do Di Caprio. É fanzérrimo dele. Viu o Lobo de Wallstreet algumas 10 vezes. Enquanto juntava uns trocos para a sua casa de sonho, Maria João estourava tudo em Birkin Bags e tratamentos na Clínica Milénio. Perdeu a paciência e partiu para o desfalque. Quem não o compreende?
  • A Presidenta desmaia em público – Cá para mim, foi um truque de Diva. Ser levada em cadeirinha, e com aquele glamour, não é para todas. Não, aquelas vossas saídas amparadas do Europa não contam.
  • Ice Bucket ChallengeDiva que é Diva não adere a essas merdas. Mais valia terem enfiado um balde de ácido sulfúrico pela cabeça abaixo. Sempre era mais divertido. Pelo menos para mim.
  • Conchita ganhou a Eurovisão – Até que enfim ganhou uma mulher de barba rija. Pode ser que para o ano ganhe uma tuga de bigode. Estou confiante.
  • Selfies – Gosto especialmente daquelas no WC em que se vê o cortinado da banheira amarelado, assim como a escova de dentes toda lixada no mesmo copo em que está a gillette. E, em segundo plano, uma gaja de vestido pelas bordas a achar-se um máximo.
  • Socas vai dentro – Isto é que foi pena. A nossa amiga está enjaulada. Ainda por cima, coitada, tem tido com cada visita. Até a desvairada da Soares lhe deu uma seca de uma hora. Ninguém merece. Eu sugiro que vamos todas a Évora no dia dos reis cantar em conjunto, e à sua janela, Soltem os Prisioneiros. Já falei com a Delfina e ela alinha. Bora?
  • Portinhas vê o seu caso ser arquivado – Esta Diva é tão esperta que me inspira diariamente. Boa amiga!
  • Nasceu o Divas em Apuros – Este sim, foi o momento do ano. Não concordam?

Boas entradas minhas Divas queridas.

Não emborquem muito champanhe à meia noite que o serão promete.

Love,

D.

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Kate Moca

Sempre majestosa, Kate Moca faz as delícias das revistas femininas e é, sem sombra de dúvidas, a It Girl do Divas em Apuros. 

Nasceu a 16 de janeiro de 1974, na única cidade onde os homens descobriram a poção do sucesso: calças Skinny e Creepers. Londres, queridas.  

Em miúda, não era má a desporto mas era péssima a todas as outras disciplinas. Moca tinha outros interesses. Identifiquem-se. 

Foi descoberta com apenas 14 anos no Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Ia fazer de mula até o Brasil mas entretanto, como lhe saiu a sorte grande, desistiu do plano e entregou-se à Moda. 

Foi ela que, finalmente, levou o Mundo perceber que a Cindy Crawford era gorda e que já não havia saco para a Claudia Chifres.

Segundo a Forbes, em 2006 foi a segunda modelo mais bem paga do planeta.

Nesse ano ganhou cerca de 9 milhões de dólares. 3 foram para alta costura e acessórios, 2 para o apartamento de luxo em Camden e 4 para gastar à balda com a vizinha, Amy Winehouse.

Moca era diabética mas guardou este segredo a sete chaves desde piquena.

Confessou-me ela, por telefone, (costuma ligar-me para desabafar porque sabe que guardo segredo) no dia em que foi despedaçada pelos tablóides britânicos. Não é que tinha sido fotografada a ingerir açúcar pela narina e todos acharam que era uma junkie? Pobre coitada.

Acho que teve um ataque de hipoglicemia daqueles, a infeliz. Diz que só teve tempo de pegar numa nota de 5€ que tinha à mão e pumba, lá para dentro. Quase ninguém conhece este truque mas é verídico, pelo nariz é mais rápido equilibrar os valores.

Contudo, os ignorantes interpretaram-na mal e decidiram difamá-la, para dar lugar a outras sonsas mais jovens.

A H&M e a Chanel alegaram que para doentes já lhes bastavam as anoréticas e, por isso, as diabéticas tinham que ir para o olho da rua.

Moca ficou meia desamparada mas já se orientou. Graças a Deus.

Serás sempre a nossa maior Diva.

Love,

D.

Diva e o Serviço Nacional de Saúde – A Sequela

Amigas

Espero que tenham passado um Feliz Natal.

Eu, infortunadamente, hoje tive que voltar ao centro de saúde dos Anjos. Como sabem, saio de lá sempre com algo para vos contar. Pensava que nunca mais lá iria regressar. Estava enganada.

Cheguei ao local do crime às 7h30. Fui o caminho a correr, ao frio, e a repetir para mim mesma, “tenho que ser a terceira, tenho que ser a terceira..” Sim, porque nas urgências só existem 3 vagas/ dia por médico. O que é espetacular.

Ainda não tinha chegado ao destino quando, ao passar pela Igreja dos Anjos, vejo quem?! O 4 OLHOS! (se não conhecem esta figura incontornável da nata da Almirante Reis, por favor contextualizem-se com a crónica Diva e o Serviço Nacional de Saúde – Parte I) Não é que o safado estava a fazer um piquenique de litrosas às 7h25 da matina, ali mesmo no jardim? Afinal até é um homem organizado, quem diria? Este ser de outro mundo olhou para mim, os nossos 6 olhos cruzaram-se, e eu segui rumo o meu objetivo, deixando-o para trás.

Cheguei, então, à Mansão dos cuidados intensivos para a terceira idade, preparadíssima para receber a minha medalha de bronze.

Já lá estavam 7 cromos, entre os quais uma espertalhona que resolveu estacionar o carro à porta do centro e, no quentinho, esperar que abrisse. Até ressonava a bitch.. Só me apetecia fechar-lhe o bocadinho da janela que tinha deixado aberta para que asfixiasse. “À minha frente não passas desgraçada”, disse baixinho a olhar fixamente para ela. A fila é para os duros. Olha-me esta…

Ainda no seio desta gente gira, estava uma Traveca brasilena com um look semi sexy, semi Favela da Rosinha. Trazia um body que evidenciava o seu bumbum de silicone que tinha o diâmetro da minha cara x 10. Ouvia Cher altíssimo no seu iPod e era a primeira da fila. Deve ter saído do serviço cedinho e foi direta para lá. Perspicaz.

Quando só faltavam 15 minutos para os portões se abrirem, apareceu um senhor cego de bengala e óculos Raybini. Tinha uma amiga velhota, provavelmente da Igreja Evangélica, a guardar-lhe o lugar na fila desde cedo.

– “Mas como assim?! Agora há lugares cativos?!”-  Disse eu bem alto, de forma impulsiva.

Fiquei passada. Ainda por cima comecei a pensar, fazer um favor destes a alguém que tem a sorte de não ver aquele cenário? Quem não vê, não sente, sempre me disseram.

Respirei fundo e tentei ignorar mas, à minha frente, já estavam duas velhas indignadas a pagar as primeiras quotas da Associação contra Divas Insensíveis AKA Eu. Velhacas quadradas. Nem vê-las.

Já a ser mal interpretada, e totalmente excluída das conversas interessantíssimas que aconteciam na fila para o purgatório, encostei-me um pouco à parede da entrada. Foi quando reparei que, na minha direção, vinha um casal com um carrinho de bebé.

Via-se perfeitamente que a mãe é que estava doente mas trouxe a criança para usufruir da “caixa prioritária”. E como é lógico perguntou-me, logo a mim, se podia passar à minha frente.

“Nem pensar, não estamos no Minipreço.” –  Respondi, sem pestanejar.

Olha, olha…. Nem um bebé chinês, que são os seres mais amorosos do mundo até aos 4 anos, me faria ceder o meu lugar. Mais uma que as velhas apontaram na sua Bíblia contra a minha pessoa. Enfim, já estou habituada.

Eram 8h em ponto e, como é habitual, desceu à terra o Rei dos Anjos, o segurança que traz os nossos números. De peito cheio, fui receber a minha senha de bronze, confiante de que de hoje não passaria sem consulta.

Fui chamada ao guichet e percebi que a minha “amiga” do Finalmente não estava. No seu lugar, constava uma daquelas pessoas que morreu em 1987 mas que ainda não foi avisada. A Poupas.

Em modo Tomei 10 calmantes para aturar esta merda, disse-me a Poupas, sem olhar para a minha cara:

– “A sua médica está de férias.”

Só podia.

A sorte é que a Traveca recebeu uma chamada daquelas importantes, que valem alguns 150€ e teve que sair de “emergência”. Tresloucada, a correr para a saída, resolveu dar o lugar à mais gira. Eu, claro.

Obrigada Senhor.

Love

D.

Diva vai à Pradamark

Como a maior parte de vós, as minhas compras de Natal são sempre feitas na semana em que o dito cujo nasceu.

Este ano, por motivos pessoais, tive que antecipar o processo.

Como o dinheiro não abunda, resolvi ir a Pradamark no Colombo. Fui um dia desta semana à noite mas, ainda assim, parecia a inauguração do Continente em Matosinhos.

Lá fui eu com a Diva Best Friend, sempre pronta para me acompanhar nestas missões de risco.

Assim que chegámos, deparámo-nos com uma multidão à entrada da loja. Pessoas feias, armadas, com fitas na cabeça e biqueiras de aço. Ficámos um pouco assustadas mas, sem virar costas ao perigo, fomos buscar as nossas sacolas de compras. E que venham elas.

Após passarmos um metro da porta, já nos tínhamos perdido uma da outra, nada que não nos aconteça sempre. Estímulos distintos começaram a captar a nossa atenção e por isso, sem resistir, fomos hipnotizadas até às oportunidades, ignorando rapidamente uma amizade de uma vida. Eu, em prol de um casaco de inverno de 25 euros, ela obstinada com as pantalones tendência. 

Posto isto, estava agora sozinha no Saw VII 3D e tinha que me safar, por onde desse.

Quais eram as minhas prioridades? Sobrinhos.

Fui, portanto, à zona de criança onde me deparei com uma jovem de 19 anos a dar de mamar a uma criança de 3. Sempre me fez muita impressão ver crianças crescidas a mamar. Parecem-me anões rebarbados. Fugi.

Curva, contra curva, fui encontrar a zona de sapatos de bambino. Deparei-me com uns ténis amorosos, estranhamente com bom ar, e resolvi procurar o número do piqueno. Mas, de repente, ouço:

– “Oh Nicole, tu não achas que estas sapatas são giras para o nosso Fábio Nelson?”

Nisto, vejo a jovem que ainda há pouco estava de seios virados para o mundo. Aparentemente falavam do anão rebarbado, filho de Nicole. Larguei as sapatas e dei a fuga novamente. Nunca nesta vida o meu sobrinho vai calçar o mesmo que o Fábio Nelson. Peço desculpa.

Desisti da criançada e fui procurar uma prenda para a velhota, minha avó.
Ela nunca gosta de nada, por isso é simples. Qualquer coisa com talão de oferta serve.

Seguidamente, fui à zona de homem ver se encontrava alguma coisa de jeito para comprar ao meu namorado mas nada. Bastaram 5 minutos nesta secção para avistar um senhor a gamar umas meias, mesmo à lambão. Foram alguns 5 pares para dentro do casaco. Achei que não era ambiente para mim. Next!

Para finalizar, resolvi passar na ala das malas para ver um presente para a madrinha. O cheiro a plástico era tão agressivo que, assim que cheguei perto, desmaiei intoxicada.

Acordei com a minha Diva Amiga a dar-me lambadas com um saco de água quente em forma de coruja.

Olhei para o saco e fez-se luz.

Corujas da Pradamark para toda a gente este Natal.

Love

D.

Diva e o seu café da manhã.

A manhã é sempre um processo complexo para uma Diva.

Ontem à noite organizei um pequeno convívio entre amigos em minha casa.

Hoje ouvi o despertador às 9h (porque entro às 10h) e resolvi dormir mais um bocadinho.

Acordei eram 10h15.

Pânico instalado, pijama pelo ar, banho de 5 minutos, tupperware com os restos do jantar para levar para o almoço e porta fora.

Chego à rua, olho bem para mim e penso. Quem é que vai vestida para o trabalho assim? Eu.

Descrição de kit: Casaco cheio de borboto, calças roxas e camisola lilás. Questionam vocês: Calças roxas e camisola lilás?! Sim, se virem uma beterraba com pernas pelo Chiado, sou eu.

Mas adiante, um frio do caraças, começo a minha caminhada habitual para o trabalho que dura cerca de 20 minutos, que incluem a subida da Praça da Alegria para o Príncipe Real. Sim, tenho o nível 3 de alpinismo.

Quando chego ao meu destino, já ligeiramente transpirada, ainda mal vestida e agora bastante despenteada, decido ir ao meu café fetiche.

Este espaço glamouroso do Chiado, cujo nome não vou revelar, conta com uma equipa modelo.

São cerca de 5 pessoas mas destacam-se 3: A Anta, o Conázio e o Quinjolas.

Só tenho tempo para vos falar do mais carismático. O Quinjolas.

Não deverá ser assim que o senhor se chama mas o nome assenta-lhe que nem uma luva. Se o vissem, perceberiam.

Jolas, para os amigos, tem cerca de 50 anos mas sente que tem 30. Sempre cheio de graça e charme, passeia-se pelo balcão de tenazes para bolos em punho que vão batendo fortemente em todo o lado. Suspeito que em tempos tenha pertencido aos Stomp.

Detentor de uma boa disposição irritante, principalmente logo de manhã, é o ser que me diz carinhosamente “bom trabalho” quase todos os dias um pouco depois das 10h. Sim, porque nunca chego às 10h, óbvio.

Hoje, dirigi-me ao balcão um pouco mais tarde que de costume:

– Bom dia, queria um café pingado e uma empada por favor.

– Queria ou Quer? – Diz Jolas orgulhoso da sua primeira piada da manhã, que tem repetido ao longo dos 365 dias por ano, aos mais de 500 clientes que diariamente ali passam.

– Quero. Obrigada. – Digo eu, já exaurida.

Enquanto o piadolas foi tirar o meu café e buscar a bela da empada, eu fui dando um jeitinho ao borboto que disfarçadamente ia deitando no lixo. Assim que reaparece, já com o meu pedido, remata:

– Então menina está com pulgas?- Diz bem alto.

Antes de lhe responder, respirei fundo e olhei em volta.

Percebi que, mesmo ao meu lado, Albano Jerónimo tomava o seu café matinal. Sim, o próprio. E eu, aparentemente com pulgas.

De olhos vermelhos de raiva, olho para Quinjolas e digo solenemente:

–  A minha conta por favor.

– Está aqui o seu cartão menina, é só pagar na caixa. Este não tem crédito, desengane-se! – Mais uma tentativa à lá Malucos do Riso.  Já chorava para dentro.

Paguei e fui fumar um cigarro à porta.

O meu mais recente inimigo, provavelmente percebendo que me estava a irritar, tenta quebrar o gelo:

– Dá-me lume menina?

– Não.

E parti para nunca mais regressar.

Tenho pena é das empadas.

Love,

D.

Diva e os profissionais

A profissão diz muito sobre uma pessoa. Estive a estudar a relação metafísica que existe entre o Homem e o seu Emprego e estou absolutamente iluminada sobre este tema.

A partir de agora, vão conseguir lidar com qualquer espécie de profissional. Eu vou ajudar-vos nesta tarefa. E atenção, isto é 95% seguro. Acreditem.

  1. Diretor Criativo –  É Designer Júnior quase de certeza. 80% dos profissionais desta área que dizem ser Diretores Criativos, mentem. Tem a mania que possui um profundo sentido de estética mas não resiste a uma New Trend. Ultimamente anda de barba, óculos à toino e camisas caneladas. É raro encontrar um ser desta raça com personalidade. Mas bebe copos à pala no Mezcal. Dá-lhe tempo.
  2. Advogado – Cuidadoso, bem cheiroso e sempre de fatinho, dá-te a volta num segundo. Cuidado, não te esqueças que lhe pagam para mentir. De borla, endromina-te, droga-te e acordas toda nua no túnel do Marquês. Não acreditaria nem num “Boa Tarde” mais tremido.
  3. Personal Trainer – Simpático, giro, bom corpo. Engana-te dizendo que só tem alunas velhas e gordas porque as boazonas não precisam de aulas. MENTIRA. Esta espécie é muito matreira. Não lhes daria grandes hipóteses, eles passam a vida a alongar corpos alheios. E são contra a maionese, o que dá cabo de qualquer jantar a dois.
  4. Piloto – Não te deixes levar pela farda. Quase de certeza que já andou com metade das assistentes de bordo da companhia e, pelo menos, 1/5 das que estão em terra. Atenção que este ser vivo passou por extremos testes psicotécnicos antes de chegar a tamanho estatuto. Não vale a pena tentares compreendê-lo. Ele está a 10.000 pés de ti.
  5. Informático – Atenção a esses computadores. Quando deres por ele, já quer formatar o teu mac, instalar o anti-vírus e, nos entretantos, ver o histórico dos últimos 5 anos. São geralmente feios e por isso muito possessivos. Antes de o mandares embora, pede-lhe para te arranjar a box da NOS, a impressora e o frigorífico. Ai não, espera..
  6. Fotógrafo – Se não tiver piquinho a azedo, provavelmente é irresistível e muito mulherengo. Só vai aos sítios da moda e conhece todos os restaurantes alternativos e trendy. Tem fãs por toda a Faculdade de Belas Artes e não curte smartphones. Mesmo estando sempre offline, o mais provável é que em breve vá tirar outro retrato. Eu, pelo sim pelo não, renovava o meu book enquanto durasse.
  7. Médico – É inteligente e tem a mania que tudo o que o rodeia come palha. Contudo, não sabe o que é um bi fifty two porque aos 19 estava a estudar bactérias em casa. O meu conselho é que lhe saques a receita do Xanax e TCHAU.
  8. Músico – Ui. Poucas resistem a um homem de guitarra na mão. Louco e sonhador, rapidamente vai acabar com o teu budget. Como o mais certo é não ser famoso, anda sempre a contar tostões. Dança uma música ou duas e não leves a coisa à séria. E por favor, não o acompanhes quando for atuar ao Xafarix. Morrerás para mim.

Estás mais preparada para lidar com estes bichos?

Não precisas agradecer.

Love,

D.

Divas e o Tinder.

Divas Solteiras,

Não está fácil conhecer pessoas novas, quanto mais aquelas que têm potencial para um envolvimento mais profundo. Não é verdade?

Profunda estou eu hoje, bem sei. Mas o assunto é sério.

Hoje trago-vos a única coisa que vos irá salvar: O Tinder.

O segmento gay masculino já tem uma ferramenta do género há que tempos (sempre tão espertas para estes assuntos) mas agora, finalmente, está disponível para vós.

Esta bela aplicação permite-nos saber quem está num raio até 160km e já consta nos smartphones das mais atentas. Eu diria que é o Santo Graal das plataformas interpessoais.

Estive a fazer um teste de utilização e descobri algumas coisas relevantes que partilho convosco.

. É um catálogo de homens e mulheres que estão à procura de par. Não tem a certificação da La Redoute. É mais estilo 3 Suisses. Mas funciona.

. No caso das mulheres que procuram homens, sim porque há para todos os gostos, adianto que 85% são carecas, gordos, peludos, míopes, narigudos, com acne até ao umbigo e compram roupa na Bershka Man.

. A virtude está nos restantes 15%. Mas reparem, é a mesma proporção que encontramos na rua, certo? A não ser que tenham ido à Matiné da Bloop, este sábado, onde toda a gente vos pareceu linda. Outros quinhentos.

. O objetivo da app é deixar correr o catálogo, ver os perfis e dar Nopes ou Likes. Preparem-se, uma hora de Tinder corresponde a 150 Nopes e 2 Likes. Mas não percam a esperança de um Match que vos pode mudar a vida.

. Quando se coloca um Like, o objetivo é que se faça Match. Isso só acontece quando se “laikam” mutuamente de forma aleatória. Só quando tal sintonia surge é que, finalmente, vós podeis começar a trocar mensagens. Quando estão ambos muito tímidos, o próprio do Tinder encarrega-se de vos enviar notas como: Conversations don´t start themselves… Sempre sábio.

. Descobri ainda que nestes 15% de seres reprodutores viáveis (pelo menos para uma verdadeira Diva) provavelmente 2% serão colegas de trabalho, o que é sempre bom, 5% são surfistas, bodybordistas e portanto não confiar, 3% cometeram o erro de tirar uma selfie a “dormir”, o que dá que pensar, e 5% são o alvo. No euromilhões têm menos probabilidades de acertar e continuam a jogar, certo?

. Sobre marcar um encontro através do Tinder, aconselho vivamente a que seja num sítio público e que remeta um pouco para a vossa personalidade. Por exemplo, na Primark do Colombo, um domingo antes do Natal.

E não cedam a convites para jantar em casa do crocodilo às 23h30.

Com cautela, ainda se safam.

Love,

D.