Diva vai à Pradamark

Como a maior parte de vós, as minhas compras de Natal são sempre feitas na semana em que o dito cujo nasceu.

Este ano, por motivos pessoais, tive que antecipar o processo.

Como o dinheiro não abunda, resolvi ir a Pradamark no Colombo. Fui um dia desta semana à noite mas, ainda assim, parecia a inauguração do Continente em Matosinhos.

Lá fui eu com a Diva Best Friend, sempre pronta para me acompanhar nestas missões de risco.

Assim que chegámos, deparámo-nos com uma multidão à entrada da loja. Pessoas feias, armadas, com fitas na cabeça e biqueiras de aço. Ficámos um pouco assustadas mas, sem virar costas ao perigo, fomos buscar as nossas sacolas de compras. E que venham elas.

Após passarmos um metro da porta, já nos tínhamos perdido uma da outra, nada que não nos aconteça sempre. Estímulos distintos começaram a captar a nossa atenção e por isso, sem resistir, fomos hipnotizadas até às oportunidades, ignorando rapidamente uma amizade de uma vida. Eu, em prol de um casaco de inverno de 25 euros, ela obstinada com as pantalones tendência. 

Posto isto, estava agora sozinha no Saw VII 3D e tinha que me safar, por onde desse.

Quais eram as minhas prioridades? Sobrinhos.

Fui, portanto, à zona de criança onde me deparei com uma jovem de 19 anos a dar de mamar a uma criança de 3. Sempre me fez muita impressão ver crianças crescidas a mamar. Parecem-me anões rebarbados. Fugi.

Curva, contra curva, fui encontrar a zona de sapatos de bambino. Deparei-me com uns ténis amorosos, estranhamente com bom ar, e resolvi procurar o número do piqueno. Mas, de repente, ouço:

– “Oh Nicole, tu não achas que estas sapatas são giras para o nosso Fábio Nelson?”

Nisto, vejo a jovem que ainda há pouco estava de seios virados para o mundo. Aparentemente falavam do anão rebarbado, filho de Nicole. Larguei as sapatas e dei a fuga novamente. Nunca nesta vida o meu sobrinho vai calçar o mesmo que o Fábio Nelson. Peço desculpa.

Desisti da criançada e fui procurar uma prenda para a velhota, minha avó.
Ela nunca gosta de nada, por isso é simples. Qualquer coisa com talão de oferta serve.

Seguidamente, fui à zona de homem ver se encontrava alguma coisa de jeito para comprar ao meu namorado mas nada. Bastaram 5 minutos nesta secção para avistar um senhor a gamar umas meias, mesmo à lambão. Foram alguns 5 pares para dentro do casaco. Achei que não era ambiente para mim. Next!

Para finalizar, resolvi passar na ala das malas para ver um presente para a madrinha. O cheiro a plástico era tão agressivo que, assim que cheguei perto, desmaiei intoxicada.

Acordei com a minha Diva Amiga a dar-me lambadas com um saco de água quente em forma de coruja.

Olhei para o saco e fez-se luz.

Corujas da Pradamark para toda a gente este Natal.

Love

D.

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