Diva e o Patrão Português.

Nós, Divas, queixamo-nos muito do emprego. E não, não é porque nos cansa, ou porque detestamos trabalhar. Temos consciência que ir às compras todos os dias também nos deixaria exaustas e precisamos de uma missão na vida, sem ser gozar com os outros. O que ocupa já muito tempo, bem sei.

A verdade é que, quando temos um emprego que nos realiza, temos grande parte da nossa vida preenchida. Mas, raramente é o caso. E porque será?

Eu tenho uma resposta que a maioria de vós acatará:

O Patrão Português.

Deus, quando criou esta espécie, estava certamente a tirar macacos do nariz. Como um deles não descolava do dedo, pronto, deu-lhe vida.

Este ser que não merece a nossa misericórdia e que, muitas vezes, nos tenta persuadir emocionalmente de que é um humano como nós, digno de bondade, também com contas para pagar, não passa de um burrié que se cola às nossas mãos lavradeiras. Limita-se a existir e a não desgrudar, tudo para viver à nossa custa.

Em algumas palavras, descrevo o Patrão Português para que o identifiquem:

. Independentemente da sua área de formação, é sempre mais esperto que os seus empregados e acredita que passou ao lado de todas as carreiras que contratou. Questão para 500€ : Então, se nos contratou, é melhor que nós, mas também não faz, o que é suposto empreender?! Pelo sim, pelo não, vou bloquear a resposta B: NADA.

. Dá, constantemente, pontapés na língua portuguesa que serão eternos, dado que ninguém tem a ousadia de o corrigir, e bem. Adoramos ouvi-lo falar mal, parece música para os nossos ouvidos.

. Tem sempre um livro fetiche do qual retira as suas máximas, dizendo que são da sua autoria. Muitas vezes são provenientes de livros como o Segredo ou o Inteligência Emocional. Quando assim for, eu sugiro que citem Carrie Bradshaw: “Não tenho medo de alturas, já viu os meus sapatos?” Arrasa com qualquer um, acreditem.

. Sempre modesto, vive unicamente dos lucros da empresa e tira um ordenado pouco superior ao nosso. Mas conhece todos os restaurantes da moda e vem sempre bronzeado das viagens que faz à “terra”. Mesmo no Inverno.

. Adora que sejamos os primeiros a entrar na empresa, para darmos dois dedinhos de conversa com a Sra. da limpeza. Também aprecia, e muito, que sejamos os últimos a sair mas raramente está presente para verificar. Que pena.

. Faz cerca de 10 reuniões por dia em prol da produtividade. Principalmente para evoluirmos nos desenhos que vamos fazendo durante a palestra do Sr. Burrié. Conheço verdadeiros mestres em casinhas. E daquelas em que não se pode levantar o dedo. Ah pois é…!

. Quando não pode pagar o ordenado, geralmente fica “doente” e não aparece no escritório para não nos “contaminar”. Nós agradecemos. Pelo menos uma notícia boa.

. Quando recebe visitas na empresa, enche o papo e apresenta o departamento em jeito orgulhoso e dedicado. Minutos depois, chama-nos à sala de reuniões para servir cafés. E, sempre maravilhosas, não negamos. Até sugiro que, quando isto vos acontecer, misturem umas cabecinhas de fósforo em alguns. Diz que ficam muito cremosos. Dica que aprendi no Hell´ s Kitchen. Juro.

Bom, se consideram que em nada esta análise se coaduna com a realidade, ofereço-vos metade do meu ordenado.

Pelo menos dá para conhecer a Hamburgueria do Bairro.

E é mau?!

Love,

D.

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