Rita ComeCarneiro

Esta Diva presenteou-nos esta manhã com a sua profunda visão sobre o caso Charlie Hebdo. 

Fiquei de tal forma sensibilizada com a sua dor, e pensamentos teóricos de relevo, que até me custa teclar.

Para quem ainda não teve oportunidade de ler esta coluna de prestígio no jornal Metro, faço um pequeno resumo:

Rita começa por dizer que escreve esta crónica no primeiro ataque terrorista do ano Obrigada pelo aviso. Sempre bom estarmos atentos.

O extremismo existe na religião e em tudo o resto, desde as questões maiores às mais sórdidas (…) Incrível. Imagino que, para a Rita, as questões maiores sejam os Saldos. E a fome em África, vá. Assim no geral, para não perdermos muito tempo.

Mas ainda, e segundo o mesmo raciocínio, se é que podemos apelidá-lo de tal, há mais: (…) felizmente, ter uma pistola é difícil para um civil dito normal (não que seja preciso ser anormal para ter uma, mas adiante). Sim Rita, adiante. Se fosse a ti não faria reflexões sobre temas muito complexos. O que é ser normal? O que é ser anormal? Estar vivo será o contrário de estar morto? Volta Lili, estás perdoada.

Mas isto continua… Toda a gente conhece alguém com o qual não se pode brincar sobre determinado assunto. Experimentem dar-lhe uma arma carregada e fazer uma piada sobre este mesmo assunto. Rita, Rita… Tens que parar de projetar. Já sabemos que não gostas que te digam que não tens jeito para a escrita, e muito menos para artigos de opinião… vá, não chores. E larga a arma.

Não vejo necessidade para uma boa conversa acabar aos tiros. Mais uma ilação de luxo. De facto, falamos aqui de uma boa conversa. Ouvi dizer que, antes do sucedido, estavam todos a beber um belo conhaque à volta da lareira e a rir que nem uns perdidos. Certamente que sim.

Não consigo perceber a origem ou a forma mais correta de solucionar conflitos pequenos, nacionais ou internacionais, nem a minha opinião faria qualquer diferença.  JURA?! Já percebemos que tens alguma dificuldade em perceber conflitos desta dimensão. Agora, que a tua opinião não iria fazer qualquer diferença, não concordo nada. Vai fazer, e muita. Principalmente para ti.

Para terminar, (…) existe uma tremenda falta de sentido de humor, entre outras coisas mas essa seguramente está em falta. Assim como o teu cérebro. Está seguramente em falta. Pára de comer carneiro, isso faz-te mal aos miolos.

Love,

D.

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8 Comments

  1. O Metro apercebeu-se que tem uma acéfala como cronista e retirou a crónica dela do Facebook. A Ritinha nem sequer publicou a crónica na sua página como costuma fazer com todas as outras crónicas que escreve!
    Coitadinha ela queria mesmo era ter escrito sobre a nova colecção da Zara mas logo foi acontecer uma coisa destas ontem à noite!

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  2. Eu não sei quem escreveu texto mais construtivo. Somos um povinho sempre pronto a ver o mal dos outros. E se isso servir para nos elevar, então ninguém perde tempo

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  3. Não se trata de perceber quem é que escreveu o texto mais construitvo. Que eu saiba, este blog não tem qualquer pretensão de o fazer, é sim “um espaço de convívio para verdadeiras Divas”, creio que esta descrição serve para explicar qual será o teor das suas publicações. O texto que é comentado nesta publicação é dissecado à luz disso mesmo, ou seja, o modo como o faz será sempre assim: exagerado, cómico e situacional.

    Eu também acho que se trata de uma crónica muito fraca, escrita por alguém que tem de escrever o que quer que seja para enviar para o jornal para que seja publicado no dia seguinte. Há quem o saiba fazer maravilhosamente, e há quem não saiba… a autora da Crónica deste jornal definitivamente não o sabe porque se limita a escrever frases inócuas para alcançar o número mínimo de caracteres exigido. Eu critico desta forma, a “Diva” à maneira dela.

    Faltam-nos mais pessoas como esta do “Divas em Apuros”, pessoas divertidas que sabem que para rir do próximo é preciso rir de si mesmo, e ela fá-lo certamente.

    Tenham calma, a pessoa visada no artigo também não deve estar propriamente muito “sentida” com a situação, se calhar nem é a primeira vez que é criticada e até deve dar umas boas gargalhadas com tudo isto.

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  4. Uma exposição ultra-simplista mas franca duma senhora pouco versada no assunto, como de resto foi explicitamente admitido pela própria. Não estamos a falar duma senhora que se apresentou como filósofa ou socióloga, e portanto está desde logo ilibada de qualquer responsabilidade intelectual em relação ao assunto – o máximo que se pode exigir é franqueza e honestidade, neste caso. Para quem é CharlieHebdo um lembrete gentil: ser CharlieHebdo não é usar uma hashtag e condendar opositores aos valores ocidentais. Ser CharlieHebdo é respeitar o direito dos outros em se expressar sem se tornarem alvos numa das várias formas de terrorismo que existem, neste caso, do terrorismo intelectual mesquinho em que somos peritos em Portugal (mas não é exclusivo dos portugueses). Discordar racionalmente, apresentado contra-argumentos construtivos para o debate, é diferente de atacar (e trucidar – talvez foi isto que a senhora quis dizer com “extremismos de questões sórdidas”) outros seres humanos, por característica X ou Y divergir da que idealizamos no humano perfeito (a inteligência parece estar na moda, mas ao que parece não deixa de ser maioritariamente definida por códigos genéticos, e portanto é em muitos casos de exaltação tão superficial como a “beleza exterior”). Talvez a senhora em questão devesse pensar duas vezes antes de dedicar a sua coluna a uma temática desta complexidade mas parece-me que o fez em jeito de desabafo, porque os acontecimentos marcaram-na e sentiu legitimamente que tinha algo a dizer ao mundo – isto é positivo, do ponto de vista humano. De qualquer forma, a preopotência é sempre desnecessária, e como se percebe com o paralelo do radicalismo islâmico, só leva a maior distanciamento entre humanos.

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  5. Rir é o melhor remédio para quem acha piada porque por vezes os visados da sátira ou comédia precisam de ter estômago! Não é fácil expor-nos e por vezes as coisas não correm bem no âmbito das nossas responsabilidades públicas. Foi o que aconteceu nesta crónica do Jornal O Metro, não correu bem, é uma crónica vazia e peca por isso. Quanto à Diva, tem sentido de humor e procura humor em tudo o que vê! Parece-me alegria! A Diva encarou esta crónica com o se olhar divertido e acutilante.
    Quanto à cronista:Hoje em dia a velocidade da informação faz com que tudo seja efémero, e crónicas há muitas todos os dias… talvez a próxima desta rapariga seja mais pensada e mais cuidadosa, pois quando escrevemos para um público diverso e imenso estamos a expor-nos e sujeitos a tudo! That’s life…

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