Diva vai à loja dos Indianos.

Em todas as esquinas de Lisboa existe uma loja de conveniência gerida por indianos. Na minha zona, num raio de 50 metros, devo ter perto de 10 estabelecimentos deste género.  Eu admito que já não conseguia viver sem estes bunkers de Maltesers e tabaco, abertos até às tantas. Ainda assim, e como não sou a favor de monopólios fraudulentos, começo a achar que esta comunidade de indian boys anda a aproveitar-se de nós, de forma fria e calculista.

Não é que hoje fui comprar duas latinhas de atum para o jantar e, quando dei conta, custavam mais de 3 euros cada? Ainda perguntei se era desta que o atum tinha sido extinto de vez mas o génio da lâmpada disse-me que este peixe agora estava muito caro. Sim, o que é servido no Aya talvez, não o Bom Petisco.

Felizmente, acabei por encontrar um atum mais baratucho e, já esquecida deste desplante, parti em busca da minha mais que tudo maionese. Há que tempos que andava a sonhar com uma bela salada russa e todos sabemos que esta iguaria com azeite, é a mesma coisa que o Orlando Bloom sem o dente da frente, right?

Após caminhar por aqueles corredores e ver de tudo, acabei por encontrar a maionese do momento. Aquela nova, suculenta e cremosa, da marca… Pingo Doce. Não conhecem? Sentia-me menos enganada quando ia comprar t-shirts da Chevignon à feira dos ciganos e me diziam que eram verdadeiras.

O engraçado é que estas lojas se empenham tanto em criar prateleiras fantásticas, limpas e organizadas, quando não se preocupam nada em expor produtos de marca branca tão inflacionados como o petróleo. Mas querem ensinar-me o quê? Toda uma vida a consumir produtos do senhor Soares dos Santos para vir um safado das Arábias e vender-me vaselina como se fosse La Mer? Mas o que vem a ser isto? 

Concluindo, paguei o meu jantar de luxo, fiz um olhar impiedoso ao indiano e vim para casa. Quando já tinha todo um prato colorido à minha espera, abro o pote da minha mais recente aquisição e deparei-me com uma maionese tão azeda que, se a comesse, o mais certo era contrair Legionella em vez de Salmonella. Que desconsolo.

Amanhã vou lá dar-lhe uma sova que nem imagina.

É bom que tenha um tapete voador.

Love,

D.

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