Diva e as Tribos Urbanas Parte 2- O Freak

Para dar continuidade ao material inerente à minha tese sobre Tribos Urbanas, hoje trago-vos o Freak: 

– O verdadeiro Freak nunca fez pedicure na vida. Pode ter dado, em tempos, uma breve cortadela na unhaca do dedo do pé, mas nunca uma pedicure digna e decente.

– Não tem televisão em casa e faz questão de informar todos aqueles que o rodeiam que não usufrui de tal objeto.

– Pratica Yoga, Reiki e Fumício. A primeira é para encontrar o equilíbrio, a segunda para obter o poder da cura, a terceira para perder tudo o que encontrou até então e voltar ao princípio.

– O Freak não vai a festivais. Só vai ao Boom. Aproveito para dizer que, aqui, estou em total concordância com os seres desta espécie. Há festivais, e depois existe o Boom, esse planeta mágico sem comparação no Universo. E não, não sou freak. Também dou continuidade a este tópico, referindo que não valerá a pena aos betos, ou às pessoas comuns, mascararem-se de freaks para ir a este festival. Para já, é uma coisa que se nota. Depois, é simplesmente ridículo.

– A geração desta raça em Portugal também frequenta o Avante e diz que se identifica com o Bloco de Esquerda. Contudo, nunca tira o cú da cama para ir votar. Prioridades.

– Tem a mania que é vegan mas come atum às escondidas. Também anda sempre a tentar perceber o que é de facto derivado do leite, mas engana-se constantemente e passa a vida a ingerir laticínios.

– Mantém uma horta ativa onde, além de legumes, também há espaço para plantar uma ervinha biológica. A única da qual cuida religiosamente, os legumes é só para o número.

– Não deverá usar roupa de marca, apenas calças de Aladino e casacos com borboto. Faça chuva ou Sol, tem que ter sempre os pés de fora. Havaianas não são permitidas e Crocs, só a alguns.

– Banho, só com muita precaução. A água é um bem essencial que deverá ser muito preservado. Daí também ingerirem mais cerveja que água. Chás, só o especial da casa com sabor a cogumelos selvagens.

– Podem ter rastas, tererés e tororós mas nunca um cabelo liso e sedoso. Isso é que não.

– Nesta raça, há quem ouça trance e outros, músicas do Mundo. Estes últimos não deverão, em tempo algum, ouvir musicas cantadas em línguas que compreendam, apenas estão habilitados a ouvir dialectos que ninguém sabe identificar de onde provêm.

– Nunca têm dinheiro e têm a mania de se armar em cravas. Comigo, estão lixados.

Love.

D.

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3 Comments

  1. Spot on! Encontrei iguaizinhos, iguaizinhos numa das Gili Islands na Indonésia. Havia placas que diziam: we sell fucking awesome mushrooms 😀
    Nunca vi tanta gente marada por m2, but then again, nunca fui ao Boom. Dois dos meus melhores amigos vão sempre, mas eu não gosto de trance e custa-me um bocadinho (embora saiba que aquilo é um mundo, e lalalala). Mas sei que aquilo é tão mau, tão mau, tão mau (NOT) que os meus amigos estão sempre a dizer a toda a gente: oh pa, a sério, não vás lá, é péssimo! (assim ficam com mais espaço pra eles, ehehe) O que é bom não se divulga! Beijinhos

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