Diva vai a Viana do Castelo passar a Páscoa.

Esta Páscoa decidi passar uns dias em Viana do Castelo, cidade dos lenços que eu tanto uso, motivo pelo qual já me chamaram de bimba algumas vezes. Gordas invejosas.

Esta época sempre foi muito importante para mim. Representa os anos consecutivos de juventude em que abandonei a minha família, para ir para o Algarve curtir.  Posso dizer que foram os melhores bronzes na história de sempre da minha pele. Verdade.

Por isso, e como já devem ter deduzido, a minha tradição nesta altura do ano é outra.

Trocar por miúdos a história da bíblia, ou do J.C, é algo complexo para a minha pessoa. O facto do pequeno ter nascido e ressuscitado, de não haver certezas sobre como foi concebido, ou a dúvida que paira sobre o possível caso que teve com a malaica da Maria Madalena, são questões que sempre me baralharam. A memória mais fresca que tenho sobre este senhor de barbas, meio hipster até, é inspirada no musical Jesus Christ Superstar. Não sei se estarei muito longe da realidade… Ainda que esteja, confesso que amei o filme.  É uma das bandas sonoras da minha vida e adoro o facto do Judas estar com uma broa evidente durante toda a longa metragem. É de valor.

Em Viana do Castelo, a Páscoa é vivida intensamente. Não há cá idas à praia para ninguém, nem fugas aos almoços e jantares de família. Por lá, vai-se à missa e ainda se visitam as capelas e igrejas durante a noite, num evento que implica uma via sacra que atrai imensos turistas. O passeio noturno perfeito para se fazer com a família. E claro está, como Diva devota que sou, foi exatamente o que não fiz.

Passei os meus dias a comer e beber, ou seja, no meu mais puro estado de felicidade. Fui à tasca mais maravilhosa de sempre, descobri o que é lingueirão, bebi um vinho bom, bonito e barato (que ainda por cima bate nas horas) e ainda tive o prazer de degustar um prego com fiambre e queijo. Acho que por lá, o queijo e o fiambre substituem a alface e o tomate. Podia viver nessa base.

Melhor ainda, fui à inauguração da loja vintage e cabeleireiro mais cool de Viana, a Chez Lulu, onde cortei a guedelha e comprei uns trapinhos. Vim de lá mais gira e, claro está, mais gorda. Mas diz que o vintage nos faz mais magras. Crenças, cada um tem as suas, larguem-me.

Viana, cidade bonita, solarenga e simpática, conta o Santuário de Santa Luzia que é simplesmente maravilhoso. Até me casava lá, se fosse batizada. É um Templo- Monumento inspirado na Basílica de Sacré Coeur que aparenta ter 300 anos mas tem apenas 100. Digo aqui, e entre nós, que me senti ligeiramente enganada pela sua tenra idade. Era como se, de repente, as pirâmides do Egipto fossem do Siza Vieira. Contudo, fiquei encantada.

Na véspera de Domingo de Páscoa, em vez de ir à missa, como era de esperar, tive uma agradável noite de copos.  No dia seguinte,  momento sagrado em que o dito cujo renasce das cinzas, acordei com o barulho dos bombos e foguetes da procissão. A minha cabeça quase explodia de ódio, parecia que tinha acordado em Sarajevo. Eram algumas 14h, não era hora para aquilo.

Mas enfim, lá me acalmei e fui apanhar a bela da carreira rumo a Lisboa, porque segunda-feira já foi dia de trabalho.

Para os morcões era feriado e, por isso, lá continuaram eles a festejar a Páscoa.

Desculpas para continuar nos copos.

Love,

D.

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